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Tipos de Flash

A princípio existem dois tipos de iluminação auxiliar: flash interno (built-in ou pop-up) e flash externo. O primeiro tipo está dentro da câmera e dispara um feixe de luz na mesma direção da lente. Já o flash externo é um equipamento à parte, para ser acoplado na parte superior da câmera, ou usado sobre um tripé. Enquanto o flash embutido tem sua potência luminosa de menor alcance, o flash externo é capaz de alcançar maior distância a ser iluminada.

As diferenças principais entre os dois estilos de flash estão no alcance da luz disparada e também na direção que ela segue até o assunto. Embora os flashs internos sejam práticos e não agreguem peso extra ao equipamento, eles possuem limitações.

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Tipos de flash interno e externo

Flash Integrado (built-in, pop-up) | Tipos de Flash

Smartphones e modelos mais simples ou compactos de câmeras fotográficas possuem um tipo de flash conhecido como integrado. Ele emite um ponto dirigido de luz, acionado durante a compensação de iluminação no ambiente. Para cada fabricante e tipo de equipamento, o flash deverá responder de maneiras singulares. Contudo, é importante salientar que a luz emitida por esses tipos é limitada quanto a distância e resultados.

Projeta-se um feixe de luz de curta distância diretamente para o assunto. Por isso, de modo geral, as fotos realizadas por esse tipo de flash possuem alto brilho e desequilíbrio cromático, sobretudo nos assuntos em cores claras e em primeiro plano. Diferentemente dos flashs externos, rebater a luz ou mudar sua direção acaba sendo uma tarefa extremamente difícil, provocando nas fotos um efeito menos sutil.

Limitações

Os flashs embutidos não permitem mudar a direção da luz, rebatendo-a ou mudando seu ângulo. O efeito negativo principal é a perda de sombras e volumes do assunto, geração de uma sombra dura e a geração de brilhos indesejados.

Esses tipos de flash apresentam-se de forma integrado em celulares e câmeras compactas e em DSLR e outros modelos de câmeras intermediárias.

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As empresas de telefonia celular trabalham constantemente para a melhoria de seus equipamentos. Uma dessas melhorias corresponde à introdução de uma maior e melhor combinação entre o volume e o posicionamento das lâmpadas de LED, tanto na câmera frontal como na câmera traseira.

Em virtude do acelerado crescimento e do papel das redes sociais na economia, empresas desenvolvem constantemente novos aparatos a serem acoplados aos smartphones.

 

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Huawei Mate 40 Pro é um produto com poucos concorrentes em termos de multimídia. Graças à câmera de 50 megapixels que permite ao Huawei Mate 40 Pro tirar fotos fantásticas. Proporciona imagens com resolução de 8060×6200 pixels e grava vídeos em 4K à espantosa resolução de 3840×2160 pixels

Flash Externo (Dedicado) | Tipos de Flash

Modelos de flash que podem ser acoplados à câmera ou comandados fora dela são chamados de externos, ou seja, possuem autonomia operacional mesmo estando avulsos ao corpo da câmera.

Existem muitos e variados tipos de equipamentos de iluminação utilizados tanto em estúdios fotográficos como também fora desses. Contudo, nesse artigo, irei me reter à compreensão do flash externo tipo dedicado. Os fabricantes líderes do mercado usam o nome de speedlite (Canon) ou speedlight (Nikon). Outros modelos de flash abordarei em um artigo mais aprofundado sobre o assunto.

Embora o controle da iluminação seja mais criativo e previsível a partir de um conjunto de iluminação auxiliar, como em um estúdio, a diferença principal desse tipo de iluminação para o flash dedicado é em relação à portabilidade oferecida por esses pequenos e leves recursos. Imagine registrar um evento onde você e as pessoas envolvidas estão em movimentação constante, seria muito difícil registrar todas as situações importantes de forma instantânea se tivesse que carregar consigo um ou mais tripés.

Opera-se o flash dedicado também fora da câmera, através de um disparador remoto que estabelece a conexão entre os equipamentos e ainda pode se comunicar com outros flashs secundários chamados de slaves, ou escravos, acionados após o sinal do flash mestre, ou principal.

Como Utilizar o Flash?

Muitos profissionais e amantes da fotografia temem o flash e preferem não utilizá-lo em virtude da iluminação muito impactante produzida por esses equipamentos nos assuntos em curta distância. Isso acontece porque a carga de luz emitida pelo flash possui ligação direta com o alcance dessa luz em relação ao assunto a ser fotografado. Enquanto os flashs externos alcançam cerca de dez metros de distância com boa cobertura, os flahs pop up das DSLRs limitam-se a distâncias de até quatro metros.

Assim, a carga de iluminação emitida por seu flash (confundida muitas vezes com potência) tem muito mais relação com o ambiente e a distância entre os assuntos do que com a “força” dessa luz em si. Por exemplo, se você deseja trabalhar fotografando assuntos próximos à câmera, de nada adiantará um flash com indicativo elevado de número guia – abordarei mais adiante. Por isso, ao trabalhar com flash, você precisará ficar atento não apenas à medição de carga ofertada pelo equipamento como também em relação à distância e direção da luz.

Para introduzir nas suas fotos o uso do flash interno ou externo de forma inicial com qualidade, é imprescindível que você conheça alguns recursos ofertados pelo próprio equipamento.

Redução de olhos vermelhos

A luz do flash é disparada em frações de segundos, de forma muito rápida, até chegar à nossa pupila. Isso faz com que
os vasos sanguíneos dentro do globo ocular sejam iluminados e se revelem na imagem. Com a opção de redução de olhos vermelhos ativada, o flash realiza pequenos pulsos de luz antes do disparo final, de forma que nossa pupila se
contraia, permitindo que menos luz chegue até os olhos após o disparo principal. Mesmo que o problema não seja de todo eliminado, será bastante minimizado.

Flash de sincronização lenta

Esse recurso ativa uma velocidade de abertura e fechamento da cortina do obturador bastante lenta, o que requer muita firmeza ao fotografar, preferencialmente, com o uso de apoio ou um tripé. O recurso proporcionará um tempo maior de exposição e duração do flash para a captura de todo e qualquer tipo de iluminação no ambiente, destacando
assim a composição inteira, ao invés de assuntos pontuais.

Modo de medição TTL (Through The Lens – através das lentes)

É um modo automático de calcular a potência do flash oferecido por alguns modelos de câmera e flashs dedicados. O fotômetro da câmera faz a leitura da exposição e trabalha de forma sincronizada ao flash, interno ou externo.

Esse modo leva em conta a distância do flash em relação ao assunto principal e faz a medição da carga ideal disparada através do cruzamento de informações que você poderá regular a partir do triângulo de exposição, considerando
abertura, velocidade do obturador, ISO, auto foco e, ainda, a fotometria a partir das superfícies envolvidas na cena. Todos esses dados são devolvidos para a câmera em frações de segundos, antes do disparo final.

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Funcionamento do modo TTL

Modo HSS (High Speed Sync – alta velocidade de sincronização)

Modo usado em situações onde deseja isolar o assunto principal em relação ao fundo, diminuindo ao máximo a luz ambiente. Esse modo, disponível para alguns modelos de flash externo, permite que o obturador da câmera trabalhe em alta velocidade sem que haja o risco de registrar o movimento de abertura e o fechamento da cortina do obturador, por isso, para uso sem esse recurso, é recomendada a velocidade limite de 1/250 segundos de obturação; caso contrário, suas fotos poderão conter uma faixa escura, resultante da captura de parte da cortina de abertura e fechamento do obturador.

Para uma correta exposição, a distância do flash em relação ao assunto principal e também o alcance da força luminosa emitida por ele são alguns dos fatores primordiais a serem observados.

Enquanto a distribuição de carga do flash externo pode ser realizada pelo modo TTL ou através do modo manual, nos modelos de câmeras mais recentes, a potência no flash pop up é realizada apenas pelo modo TTL e sua correção pode ser realizada através do triângulo de exposição ou da compensação da exposição do flash.

Uma vez que calcula-se a carga do flash de forma automática,  ajusta-se na câmera a compensação para fotos menos expostas ou mais expostas.

Uso do Flash em Modo TTL Através do Triângulo de Exposição

O flash trabalha em conjunto com a absorção de luz pelo sensor. O papel do obturador é permitir a entrada de luz através de suas cortinas, chegando até o sensor de forma a capturar mais ou menos luz no ambiente (leia-se: quanto menor a velocidade do obturador, maior o tempo de exposição e, portanto, maior a captura de luz do ambiente). Porém, o obturador não possui influência direta no resultado da luz do flash sobre o assunto principal, que será iluminado após o disparo. A velocidade do obturador terá influência sobre o ambiente, e não sobre o assunto principal.

Assim, o controle de força luminosa do flash não mede-se pela velocidade do obturador, e sim através da abertura do diafragma e da sensibilidade ISO. Quanto maior a abertura, maior a incidência de luz e, portanto, menor a força luminosa necessária para o disparo do flash. Nessa condição, quanto mais fechado o diafragma, menor a entrada de luz e, portanto, mais escuras as fotos resultantes. Com relação ao ISO, quanto menor o número do ISO, menor o risco de granulações, todavia, mais escuras são as fotos produzidas.

O modo TTL é quem realiza o cruzamento de dados dessa medição para determinar a carga necessária de luz sobre o assunto. Por isso, ao fotografar nesse modo, você ajusta seu equipamento para as configurações de sua preferência entre o ISO e a abertura do diafragma e, após os testes, verificar a necessidade de alterar um desses dois pilares, além da possibilidade de compensar a exposição do flash para fotos mais ou menos expostas (mais claras ou mais escuras).

CONTINUA NO PRÓXIMO ARTIGO

 
 
Enfim, nos encontraremos no próximo artigo sobre técnica fotográfica.

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